Por minha total incompetência, “esqueci” (leia-se “não tive vontade”) de postar sobre a viagem de carro pelo Uruguay.

Pra terem uma idéia, sou tão incompetente que fui uma segunda vez lá e não escrevi nem sobre a primeira! =P

Mas hoje vou escrever só sobre essa, João e Evelise (que foram na segunda) que me desculpem!

Bom, vou resumir ao máximo tudo, porque já tenho outro post pra escrever depois desse. Tá num doc na desktop =P

Mas mesmo assim, esse post vai ser loooooongo (vou escrever em um só, separado em capítulos =P).

CAPÍTULO I – O começo e a tentativa Argentina
Na primeira viagem (15/05) saímos de POA na madrugada de quinta pra sexta-feira e retornamos na segunda de manhã!

O itinerário era o seguinte: de POA até Rivera pelo já tradicional trajeto que fizemos ano passado (e que dessa vez nos precavimos pra não faltar combustivel), de lá pegaríamos a Ruta 5 até San José e de lá iríamos para Colonia del Sacramento.


Itinerário da viagem… grande, né? Mais de 2300km!

A idéia original era chegar a Buenos Aires de balsa, mas já conto o que aconteceu…

Chegando a Colonia del Sacramento, depois de 12h de viagem, sem dormir ou comer qualquer coisa que não fosse bolacha e sanduíche acompanhados de guaraná quente e sem gás, fomos procurar a tal da balsa Buquebus que nos levaria até Buenos Aires.

A Rural ficaria em Colonia, no estacionamento, e iríamos só nós até lá com as malas.

Por total incompetência nossa, pensávamos que só a Buquebus fazia esse trajeto de balsa… Falta de research, sabe?

Mas, isso não muda o que falarei agora. Porque agora é hora de fazer a caveira da Buquebus!

Como disse antes, chegando em Colonia, os dois pooodres de cansado e loucos pra pegar a balsa e ir descansar em Buenos Aires, chegamos ao porto de Colônia e fomos ao escritório da Buquebus.

Se alguém que lê aqui for milionário, pode viajar tranquilamente com a Buquebus.
Como faz tempo, e tenho memória de peixe dourado, não lembro dos valores individuais que nos cobraram… Mas são totalmente diferentes dos valores divulgados no site! Sei que no total, pra nós dois, ida e volta deu mais de R$700,00.
E pelos horários que nos disponibilizaram, ficaríamos apenas algumas horas em Buenos Aires (tirando o descanso)…

Eu já tinha decidido não ir, mas o Gustavo queria…
Bom, como os valores eram mais que absurdos, não tínhamos aquele dinheiro todo, então começou a caçada por um Itaú.

Precisávamos de internet pra saber onde tinha uma agência ou caixa eletronico que desse pra sacar.
Então achamos uma lanhouse que me arrependo até hoje de ter jogado fora 10 pesos.

A mulher me deu um computador que era pior que meu primeiro 486. Nada abria, absolutamente nada! Por duas vezes ela reiniciou… enquanto Gustavo estava em outra máquina um pouco (eu disse um pouco) melhor, tentando achar o Itaú.

Em suma, não conseguimos usar os computadores e fomos até um… hã… “shopping” comer alguma coisa.
Pra nossa sorte, tinha VEX!
Pra nosso azar, não funcionava! AFEEE!

Como dizem as queens, quando não é pra ser, não adianta tentar. Não vai dar!

CAPÍTULO II – Montevideo
Bom, desisitimos de viajar pra Buenos Aires, já eram mais de 19h (saímos de POA as 2h da manhã), não aguentávamos mais de cansaço…

Entramos na Rural e fomos pra Montevideo.

Chegando em Montevideo, uma das primeiras coisas que vimos foi um letreiro enorme do Itaú, bem na orla! =P

O primeiro hotel que vimos, foi o Ibis, ao lado do prédio da Microsoft…

Tinha um cartaz gigante do lado, com o preço US$ 55.
Não pensamos duas vezes e entramos!

Chegamos no quarto, eu tava tão podre que liguei a TV e não entendia nada que tavam falando… Tomei uma ducha (uma das melhores coisas da viagem) e me deitei…

Agora não consigo me lembrar se acordamos na mesma noite pra sair e comer um chivito ou se só no outro dia de manhã… Ta tudo embaralhado na minha cabeça…

Enfim, sintetiza, Filipe!

Ah é! Lembrei! Dormimos um pouco e saímos pra aproveitar!

CAPÍTULO III – O Pneu
Saímos para jantar e, já que não tinha faltado gasolina na ida, furamos um pneu!

Uma ponta de guarda-chuva (aqueles compridos com ponta fina) entrou no pneu traseiro direito… paramos o carro pra trocar o pneu… a polícia passou por nós achando que estávamos roubando o estepe da Rural, mas acho que nos ouviram falando português e passaram reto.

Tava muito frio, demais! E pra ajudar, espremi meu dedo no macaco… ficou doendo a noite toda!

Voltamos pro hotel nos limpar do pneu e saímos de novo.

Jantamos numa chiviteria bem tradicional na 18 de Julio. Demos mais algumas voltas pela cidade e voltamos pro hotel tomar banho, e finalmente descansar de verdade!

CAPÍTULO IV – Neumatico, Gomeria y Dance
Bom, Montevideo é uma cidade linda, gente simpática (muito), fomos bem recebidos em todos os lugares, gente bonita, senhoras e senhores nas ruas o dia todo tomando café ou té (ao contrário do Brasil que ficam socados dentro de casa)…

Tudo muito lindo, velho e bem conservado, bem localizado… comemos carnes maravilhosas, compramos, visitamos…

Passamos o sábado na rua em busca de uma borracharia.
O problema era… como é borracharia em espanhol?

Incrível que tem coisas que a gente acha fútil e só aprende em casos de extrema necessidade… como por exemplo, pneu e borracharia. Duas coisas que fizeram uma falta desgraçada!

Pergunta vai, pergunta vem… tentativas de explicar o que é um pneu ou o que é uma borracharia…
Enfim depois de muitas indicações de borracharias fechadas, o Gustavo lembrou como era pneu: neumatico!

Simples, não? E o pior é que eu também sabia, mas não lembrava.
Bom, não achamos nenhuma borracharia aberta. E ficamos sem estepe.

(Já borracharia em espanhol permanecia um mistério… e só solucionamos ele na segunda viagem, quando em um posto de gasolina em Punta del Este vimos a placa com um pneu, uma chave de roda e do lado escrito GOMERIA!)

A noite, voltamos pro hotel pra nos arrumar e sair – odeio essa expressão – pra balada!
Fomos num lugar muito bom, uma noite muito louca! Não vou entrar em detalhes! =P

Os lugares lá abrem a 1h da manhã e vão até as 8h (!!!) do dia seguinte! Saímos as 7:40h… nunca fiquei tão bêbado… Cerveza Pilsen…

CAPÍTULO V – Regreso
Como estávamos levemente alcoolizados, nos perdemos… mesmo com mapa!
Levamos uns 50 min pra chegar no hotel, e fomos dormir quase 9h…

Acordamos as 11h pra fazer check-out!
Duas horas de sono depois da melhor festa que fiz até hoje? Tá, ta bom…

Fizemos check-out, rodamos mais um pouco na esperança de achar uma gomeria aberta e nada…

Pegamos a estrada sem estepe mesmo! “Ah, são só uns 900km”…

De Montevideo saímos para Piriápolis, uma cidade linda ao lado de Punta del Este. Não descemos do carro… só passeamos. Depois fomos a Punta!

Punta é a Miami da América do Sul, lindo lugar… gente ricaaaa! Dinheiro pega! Me esfreguei em algumas Ferrari e BMW na rua pra ver se atraio um pouco.

Fotos, fotos, fotos e paramos no Punta Shopping pra comer… Comemos num restaurante que fica do lado de fora do shopping (uma hora lembro o nome) e tava muito bom (como toda a comida deles).

Depois disso, passeamos mais um pouco e pegamos a estrada de volta.

Passamos por José Ignacio, que tem um farol lindo! Mas depois pegamos uma estrada de terra por mais de 50km… :(

Depois de muita estrada, chegamos a Chuy, onde os freeshops ainda estavam abertos (fecham as 22h).
Torramos o resto dos dolares, pesos e alguns poucos reais pra completar e trouxemos uma muambinha básica.

Sobre Chuy, não vou comentar muito. Só que só passamos por lá agora porque é o caminho mais curto pra Porto Alegre. Não tem nada.

Depois, durante a noite e madrugada, fizemos paradas em Pelotas e Camaquã, e chegamos sãos, salvos e mortos de sono em Porto Alegre!

Agradecimentos ao João, que cuidou da coruja durante a viagem =D

Ok… that’s all!

PS.: algumas das fotos já estão na galeria

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