Como nunca tenho assunto, as eleições (que estão próximas) vão render alguns posts…
Na ZH de ontem (só vi a pouco na internet), teve uma entrevista com a Manuela.
Boa entrevista, respostas bem estruturadas. Até eu que não suporto ela, gostei!
Mas Paulo Sant’Ana – dono da verdade gaúcha - ao invés de fazer uma pergunta jornalística, que ajudaria o eleitor, decide por uma pergunta machista e sem fundamento algum:
ZH – Pergunta do Paulo Sant’Ana – Tu acreditas que a tua beleza vai ajudar a te fazer prefeita de Porto Alegre, apesar da tua pouca idade?
Manuela – Apesar da pouca idade, Sant’Ana? Não acho que é apesar da minha pouca idade. Eu ironizo. Como fui obesa, tenho uma felicidade particular em ouvir elogios. Não sou nenhum padrão estético. Significa que talvez a gente estimule as meninas a tomarem menos anorexígenos. Sou a candidata que menos mudou esteticamente, estou igual. Não faço nenhuma transformação em foto ou em TV. Primeiro, acho que é uma besteira essa pergunta, segundo, porque ela é machista. Nunca ouvi essa pergunta para nenhum candidato a governador ou a prefeito de Porto Alegre. Esse é o problema, e não o elogio em si. É uma pauta que certamente amanhã tu não vais perguntar para o Fogaça. E isso é lamentável. Em pleno 2008 tenho de responder isso. É o mesmo problema com relação a minha idade. Por que ninguém pergunta para o Bill Gates, que com a minha idade já era multimilionário?
Sant’Ana, por favor! Estamos em que ano? Hoje, apesar de toda a valorização da beleza da mulher, e da “fama repentina” das “mulheres-fruta” (*nojo*), os eleitores pensam com a cabeça (de cima)!
Ouviu o que merecias ouvir! A melhor resposta que ela deu na entrevista!
Como diria o rei da Espanha, ¿por qué no te callas?