Rivera: cuempras y “lo portuñol forzado”
Depois de tudo que passamos, e de abastecer o carro na entrada de Santana do Livramento, fomos pra tão desejada fronteira…
Santana é uma cidade… hã… pequena. Mas tem um BIG :p
Começamos a andar pela cidade, procurando a fronteira, passamos por uma praça, e de repente apareceram umas placas em español, uma multidão… já estávamos no Uruguay!
Sabíamos que era uma praça que separava, mas não pensei que era imperceptível a fronteira, algo que você só sabe que atravessou quando vê placas em outro idioma. Pensava que pelo menos, haveria um espaço entre uma e outra cidade, e não que metade da farmácia fosse brasileira e a outra uruguaia.
Bom, já surpresos por estar na Portelinha em Rivera, fomos dar uma volta para conhecer a cidade… em 10 minutos já tínhamos conhecido tudo. E olha que o trânsito tava lento!
Descemos do carro para esticar as pernas e começar a olhar as lojas, para saber onde era mais barato antes de comprar…
Entramos em várias lojas, na verdade, acho que em todas da Av. Sarandí, vimos os preços, as melhores cotações… as filas!
A vontade de começar a comprar era grande, mas a fome era maior… os sanduíches de bisnaguinha não deram muita conta…
Certos de não ter vontade suficiente pra comer uma parrillada, e nem estômago pra isso, optamos por algo mais leve e regional… Chivito al plato!
Na hora que cortei a primeira fatia da carne do chivito, pensei que tinha comido a melhor carne da minha vida! Os uruguaios sabem fazer carne!
Alimentados, recebemos a primeira facada da viagem: 65 reais por 3 chivitos, 3 Coca-Cola e 3 helados da Conaprole… não lembro o nome do lugar para fazer a caveira deles, mas é bem em frente à praça que nos separa, e tem no letreiro uma pizza enorme. Não comam lá!!! É uma forca! E o banheiro é imundo!
Finalmente saímos às compras! Começamos devagar, comprando coisinhas pequenas… algumas caixas de alfajor, olhando os perfumes…
Comprei o presente da minha mãe, um perfume da Elizabeth Arden, que além de ter o mesmo nome da minha mãe, tem uma fragância maravilhosa! Comprei na Oprha, a segunda loja da Av. Sarandí. Recomendo, tem a melhor cotação do dolar! R$1,67 enquanto nas outras era R$1,76!
Ao sair da Oprha, Daniel começou a dar os primeiros sinais do que seria uma das coisas mais engraçadas da viagem: seu portuñol forzado! É basicamente adicionar “ue”, “ie”, e sílabas repetidas à quase tudo que se fala…
Espanhol nós três sabemos, mas era engraçado falar bem alto coisas como “pueta druega!” e “yo voy a cuempranar” pra que todo mundo ficasse olhando estranho! HAHAHHA
A reação das pessoas era engraçada! E quanto mais falávamos, mais errado e confuso ia ficando, chegou ao ponto de nem a gente entender o que tava querendo falar! As palavras só iam piorando!
Pior é quando o Daniel deixava escapar alguma coisa assim pros vendedores! A gente saía rindo das lojas :p
Os vendedores, na sua grande maioria, falam um português muito bom, deixando somente o sotaque diferenciar eles dos brasileiros! Mas alguns outros só falam espanhol, e não acho que isso seja um problema para quem não fala, felizmente, os idiomas são parecidos, e todo mundo se entende! Como disse uma vendedora muito querida da Zebra (excelente duty free), é a necessidade de falar outro idioma pra atender melhor as pessoas.
Bom, depois de algumas coisas compradas, entramos na Siñeriz, que é praticamente uma Severo Roth (de tanta variedade de coisas pra vender), pra comprar as bebidas e bombonière… mais algumas caixas de alfajores, Altoids, vinhos, Jose Cuervo, Absolut… e fomos para a fila pagar! A fila do pagamento é bem rápida, mas a do empaque… MELDEUS! Se os três ficassem na fila, perderíamos o resto do dia de compras!
Peguei as notas e fiquei lá enquanto o Daniel e o Gustavo saíram para comprar mais coisas… felizmente encontrei um antigo colega de trabalho (mundo pequeno), que estava na minha frente na fila, assim o tempo passou mais rápido!
Estava sem celular, então não sei quanto tempo fique na fila, mas sei que foi mais de 1:30h! As pessoas são muito burras mesmo!
Finalmente saí da Siñeriz, com os pés virados em bolha e as pernas cansadas de ficar em pé!
Parado na frente da loja esperando o Daniel e o Gustavo voltarem pra me pegar com as sacolas e a caixa de bebida, tive que dispensar 3 mendiguinhos que ficaram me enxendo o saco pedindo real, dólar ou peso! Até eles faziam câmbio! Se me dissessem que aceitavam cartão, eu me matava!
Pior que dispensar mendigo, é dispensar mendigo em espanhol!
Depois de dispensar o terceiro, aparecem os dois de carro gritando! O Daniel deu um balão no meio da avenida e foi multado! Tivemos que ir até a polícia recuperar os documentos do carro!
“Se piensa que porque en Santana pode, aquí és multa!” disse o policial pra eles! :p
Passado essa idiotice da polícia local que só queria tirar o dinheiro da gente - já que na multa não eram especificadas as infrações nem o valor dela, e que na intendência deram o valor que quiseram para devolver os documentos, sem base em nenhum código, sendo que nem computador tinham e o velho que cobrou guardou o dinheiro no bolso (óbvio que dividiria com o policial que multou) - resolvemos deixar o país e voltar à terras tupiniquins para achar um hotel.
Ficamos no Hotel Verde, à algumas quadras da fronteira, no quarto 407.
Saímos do hotel para jantar, e foi aí que descobrimos do outro lado da praça a Parrillada Don René! Não, não comemos os miúdos, pedimos uma picanha e um xixo de alcatra, além de uma lingüiça recheada com queijo. Esqueci o nome dos pratos, mas todos eles foram dicas do “garçon amigo”, um uruguaio muito simpático e conversador, que nos atendeu muito bem!
Lembra que eu falei que comi a melhor carne da minha vida no chivito? Esqueçam! A carne do Don René foi a melhor carne que já comi, e com certeza absoluta nunca vou comer uma melhor! Quando forem à Rivera, comam lá! Logo que se passa a fronteira, não tem como não ver! É simplesmente a melhor carne do mundo! E barata! R$38,00 para nós 3, já incluídos os refris! E não cobram gorjeta, mas com o atendimento que recebemos, não havia como não deixar!
Saindo do Don René, fomos ver o que a cidade oferece a noite. Nada!
Típica cidade sem vida noturna, porém numa versão latina. Jovens (me senti um velho agora) nas ruas, nos seus carros ou motos (muitas) ouvindo Maná, Juanes, e muito Reggaeton! Rapidamente querendo nos identificar, colocamos Celia Cruz a tocar, mas tava muito quente e mantivemos as janelas fechadas por causa do ar condicionado, ou seja, ninguém ouviu! :p
Voltamos para o hotel, conferimos as compras e nos deitamos para o último dia de compras!
TO BE CONTINUED…
Tagged as Amigos, mochileiro, rivera, uruguay, viagem + Categorized as Amigos, Coisas boas, Viagens

Vamamos a cuemprar!!!! :D
Si! Porque la Portelita é muy hermosa! Muy suave! HAHHAHAHAHA
PUETA DRUEGA!!!
tenho que ver o que fiz pra estragar os avatares!
Escreve a parte 3 logo, tá sensacional!
posto amanhã, agora to cansado e com sono!!!
hehehe
tiemos que irmonos todos juentos!
Fui para Rivera este fim de semana e aproveitei bem as dicas. À noite fomos comer na Parrillada Don René e é muito bom mesmo, e com ótimos preço e atendimento. Inclusive, beber Cerveja Patríca de 1 litro por R$4,00 (reais, não dólar) que maravilha.