Pérolas da música mundial
Sei apreciar uma música que, apesar de não ser lá reconhecidamente um primor em termos melódicos, diverte e traz bons momentos. Porém, no meio dessa rica safra acumulada desde que o homem começou a batucar na caverna até o presente momento, existem certas músicas que não trazem o bônus "é tão ruim que chega a ser legal". Elas são apenas ruins. Melhor… infernais.
Há muitos e muitos anos, o planeta Terra era um lugar legal de se viver. E assim permaneceu até o momento em que a febre da "Macarena" chegou como um prenúncio do apocalipse. De lá para cá foi só descida. Para melhorar, ela ainda veio acompanhada de uma dança pior do que a do acasalamento do orangotango africano.
Conseqüência: Overdose de aspirina por conta da dor causada pelo chacoalhar da cabeça na vã tentativa de tirar a peste do cérebro.
Roxanne (The Police)
Não sei explicar ao certo o motivo, mas a cada vez em que Sting, com sua voz rouca, grita "Rooooooxanne…" na melodia em questão, algo morre devagarinho dentro de mim. Talvez seja uma coisa orgânica, algo no meu corpo que cria anticorpos contra esse hit. Ou, na teoria mais aceita, talvez esse hit seja mesmo insuportável.
Conseqüência: Tremores raivosos que fazem derrubar pratos no chão ao lavar a louça e rasgar excessivamente uma lista telefônica.
My Heart Will Go On (Celine Dion)
Se seu pai não tivesse conhecido sua mãe, você não estaria aqui, certo? Como um detalhezinho pode mudar toda uma existência… E assim foi com a canção de "Titanic". Se a fita que a gralha canadense gravou com sua versão do tema tivesse extraviado e nunca alcançado as mãos da produção do filme, bem, nossa vida estaria melhor.
Conseqüência: Ímpeto de pegar um navio e, em alto-mar, saltar para o desconhecido. Criaturas marítimas não ouvem Celine Dion, ouvem?
Love By Grace (Lara Fabian)
Mais conhecida como "a música da Camila", essa obra chorosa foi usada e abusada na novelinha global em que Carolina Dieckman tinha câncer e ficava careca. Era só aparecer a cara da personagem que o pianinho começava a tocar ao fundo de leve, chegando em um crescendo. A raiva também, a minha, chegava e ia crescendo…
Conseqüência: Arrancar os cabelos e, com eles, fazer uma simpatia para que o Manoel Carlos decida se aposentar o quanto antes.
Light My Fire (The Doors)
Eu até gosto de algumas músicas dos Doors (poucas), mas, céus, que pecado cometemos em vidas passadas para termos de agüentar um solo de teclado de 30 minutos? As únicas pessoas que suportam a tortura são os locutores de rádio, que podem finalmente ir ao banheiro, comer um lanche e tirar soneca enquanto tocam a canção. Dá tempo!
Conseqüência: Usar poderes meditativos e entrar em um estado de transe para que ruído algum chegue à mente pela meia hora seguinte.
I Will Always Love You (Whitney Houston)
Primeiro, havia a guilhotina. Depois, veio a bomba atômica. Em seguida, suspeitas de armas biológicas. E então, quando achamos que tudo de ruim já havia sido criado pela sede de destruição do homem, chega Whitney Houston berrando "And I ia ia… will always love you uuuu… ia…. ia… ia… will always… love you uuuu… uuuu… ".
Conseqüência: Vontade de morder o próprio pescoço, arranhar as unhas na parede, mastigar pedra, beber óleo queimado…
Outras que simplesmente me enlouquecem são as "novas MPB’s"… Sem citar o funk! Maldito funk! Devia ser considerado crime constitucional… Mas essas, nem vou citar… Corro o risco de não acabar de escrever hoje!
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